O Complexo dos Prontos-Socorros (Adulto, Infantil, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia) do Hospital e Maternidade Celso Pierro (HMCP) da PUC-Campinas, foi inaugurado nesta manhã, dia 6 de fevereiro. O evento contou com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, do secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva, do arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Bruno Gamberini, do vice-presidente da Sociedade Campineira de Educação e Instrução (Scei), Sebastião Carlos Biasi, do reitor da PUC-Campinas, padre Wilson Denadai e do superintendente do HMCP, Antônio Celso de Moraes. O atendimento à população, nas novas instalações, terá início a partir do dia 16 de fevereiro. Durante esse período, os usuários, profissionais de saúde e acadêmicos da PUC-Campinas, poderão agendar visitas ao novo local. O investimento foi da ordem de R$ 5,5 milhões, sendo R$ 3,8 milhões do Governo Federal, por meio do Programa QualiSUS, do Ministério da Saúde e de R$ 1,7 milhão da Scei. Parte da verba foi destinada à construção do novo local do Laboratório de Análises Clínicas (LAC), do Serviço de Endoscopia e do Hemocentro, os quais eram localizados no espaço onde funcionará o Complexo dos Prontos-Socorros. "Esperamos com essas novas estruturas atender de uma forma cada vez melhor a população, principalmente a mais carente de Campinas e região, que chega à emergência", explica o superintendente do Celso Pierro, Antônio Celso de Moraes. A expectativa do superintendente com a reforma é reduzir as filas que costumam se formar na parte externa das unidades, agilizar a triagem obrigatória de pacientes e melhorar os sistemas de sinalização que garantam fluidez no atendimento e autonomia ao usuário. A reforma dos Prontos-Socorros, que durou sete meses, expandiu a área ocupada de 558,22 metros quadrados para 1.328,03, o que possibilitará um melhor fluxo de atendimento dos pacientes. O número de leitos de retaguarda para pacientes críticos do Pronto-Socorro Adulto passou de 3 para 5, que possibilitará melhorias no acolhimento dos pacientes. Já do Pronto-Socorro Infantil permanecerá com 5 unidades. A obra seguiu as diretrizes do Programa QualiSUS, que preconiza criar, nos hospitais, grupo de humanização no atendimento, além de reorganizar o funcionamento com a priorização de leitos para pacientes da emergência, instituir a triagem classificatória de risco e capacitar profissionais. “Houve uma revigoração em todas as instalações com uma proposta alinhada às novas tecnologias de materiais, equipamentos e mobiliários”, afirma o gerente de Engenharia, Elcio Mazzolani. “Os espaços ficaram amplos e agradáveis. Os ambientes propiciam conforto térmico, ventilação e iluminação natural. As instalações estão cobertas por um sistema de segurança elétrica, assegurando a integridade física das pessoas que circularão pelo novo Complexo”, completa. INDICADORES Antes da reforma: 14 mil atendimentos nos Prontos-Socorros (Adulto, Infantil, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia) ao mês. Durante a reforma: 9 mil atendimentos nos Prontos-Socorros (Adulto, Infantil, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia) ao mês. Estimativa pós reforma: 15 mil atendimentos nos Prontos-Socorros (Adulto, Infantil, Ortopedia e Ginecologia/Obstetrícia) ao mês. Profissionais: 130 profissionais, entre médicos, equipe de enfermagem e residentes. Cerca de 40 alunos realizam, diariamente, atividades acadêmicas durante a semana no Complexo dos Prontos-Socorros. Nos finais de semana, esse número cai pela metade. Leitos de Retaguarda para pacientes críticos: aumentaram de 3 para 5 no Pronto-Socorro Adulto. . CLASSIFICAÇÃO DE RISCO A classificação de risco, considerada um dos pontos mais importantes do Programa QualiSUS, realiza o atendimento de acordo com a necessidade. No HMCP, as cores azul, amarelo e vermelho, são as que identificam a gravidade do estado de saúde dos pacientes. Pacientes em estado grave, trazidos por resgate, SAMU e concessionárias de rodovias (cor vermelha) serão atendidos em caráter de emergência, não precisando esperar atendimento. Para a cor amarela estarão restritos pacientes considerados de urgência, que apresentam, por exemplo, queixa de dor aguda. Já na cor azul ficarão pacientes com queixas crônicas, como lombalgia, que receberão a indicação de atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Segundo o superintendente do HMCP, Antônio Celso de Moraes, muitos pacientes procuram os prontos-socorros com um quadro clínico não emergencial (cor azul). "Esse perfil de paciente acaba desviando a atenção da equipe, que deveria ser destinada aos pacientes em urgência e emergência", avalia. Segundo estimativas das Unidades de Urgência e Emergência do Hospital, a população atendida hoje no Pronto-socorro Adulto do Hospital e Maternidade Celso Pierro é de 80% azul.
|