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Viracopos: confronto marca audiência 20/02/2009 EIA-Rima da ampliação do aeroporto divide opiniões de ambientalistas e empresários
O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos dividiu ontem, no plenário da Câmara de Campinas, empresários e ambientalistas que se confrontaram diante dos resultados do documento. Os ambientalistas querem que outro EIA-Rima, mais detalhado, seja elaborado e os empresários querem mais rapidez na análise e aprovação das licenças prévias, de instalação e de operação pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Ainda não foi marcada a data em que o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) irá analisar o estudo e deliberar sobre a viabilidade do projeto.
Cerca de 400 pessoas acompanharam — com vaias e aplausos — a audiência pública realizada pelo Consema, a maioria moradores das áreas desapropriadas e representantes ambientalistas. A plateia acompanhou em silêncio o alerta do piloto Theodor Knoch sobre a ausência de áreas de escape de aeronaves no projeto analisado no EIA-Rima. “Essa é a grande falha, porque estaremos pondo em risco a vida de milhares de pessoas”, alertou. O assessor da presidência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Edgard Brandão Júnior, disse, no entanto, que a área de escape está prevista, na área contígua à segunda pista, mas que não está no EIA-Rima porque fará parte do projeto executivo que ainda será contratado.
As entidades foram unânimes em apontar ausência de informações atualizadas das questões ambientais da região. “As informações, além de restritas, não são conclusivas ou analíticas, limitando-se na maior parte a descrever e diagnosticar, sem que as relações sejam estabelecidas de maneira consistente”, disse a presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), Mayla Porto.
O empresariado do setor de hotéis, agências de viagens e entretenimento entregou um documento ao Consema defendendo a ampliação imediata de Viracopos. Contra uma das maiores críticas apontadas, de que o estudo analisou apenas uma alternativa de ampliação, o superintendente de Meio Ambiente da Infraero, Mauro Cauville, informou que foram analisadas 12 alternativas, mas todas elas de realocação de pista e prédios dentro da área desapropriada. Fonte: Correio Popular
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